Daniel Simões de Carvalho
Sem Cor.
Conversei com uma rosa,
Pedi que ela aparecesse,
Sem cor alguma.
Posso lhe aparecer da cor que quiser,
Mais cores que um arco-íris.
Mas não me chames sem cor,
Tenho azul-esperança, verde-vida,
Amarelo-juventude, vermelho-perdão.
Serei a cor que necessita,
A luz que precisa.
Peço que seja sem cor, insisti.
Respondeu-me a rosa:
Mostre-me seu sorriso.
Não tenho sorriso a lhe mostrar.
Ofereço-lhe o azul-tristeza, respondeu-me.
Estou triste, não sei o que dizer.
Querido, não lhe irei oferecer,
Cinza-solidão ou quaisquer cor lúgrube.
Seus olhos brilham muito,
Ao espelho eu vi.
Abandone as cores do passado,
Veja mais o céu, as árvores,
As estrelas e a natureza.
Meu amor limita-se aqui,
Entra agora o seu amor próprio.
Depois sim, conversaremos,
Sobre as coisas da vida,
O espírito elevado e as cores da alma.
Escrita em 06/06/2008 - Curitiba - PR
Autor: Daniel Simões de Carvalho