Daniel Simões de Carvalho
Assim Viu o Céu
Caminhos curtos, tempestades e sentimentos,
Fadados pelo tempo, desnorteados pelo frio,
lágrimas que se deitam, estrelas no céu sem fim.
Corpos que se deleitam,
Ponte frágil que se parte.
O céu que cantava, sementes plantadas,
Jardim abandonado, sol nascente,
Corpos sem voz, almas desnudas.
A rosa que olhava, caminhos escondidos,
Espinhos dormentes, jardins do espírito.
O grito do relâmpago, luzes do céu,
Cores da vida no arco da íris,
O brilho do olhar.
Descasos do tempo, destino perdido,
O silêncio do vento, predestino da vida.
O menino que não chora, triste olhar,
Sonho esquecido, noite mal dormida,
Esqueceu de sorrir e amar.
Doçura da alma, ternura do coração,
Frieza falsa, sorriso furtivo.
Relâmpagos e espinhos, coisas dos caminhos,
Lágrimas que nos olham, arco-íris da alma,
Jardins que dormem, o brilho das rosas.
Um facho no infinito, descasos da vida,
Sementes no frio, a florescerem assim.
Frágil alma, vida de sentimentos,
Ponte com as estrelas, corpos e destinos,
Caminho do espírito, o sorriso dos céus.
Escrita em 18/01/2009 - Curitiba - PR
Autor: Daniel Simões de Carvalho