Daniel Simões de Carvalho
Infância.
Um sonho simples,
Criança a sorrir.
Bate palmas,
Pula quadrados,
Canções infantis.
Pedaço de pedra é o mundo,
Pedaço de madeira é a espaçonave.
Poça d'água que é o mar,
Vento que mexe as folhas,
O raio inimigo!
Tacos do chão, pistas perfeitas,
Matchbox preferido, piloto destemido,
Tração especial,
Freios instantâneos,
Sorte é para os fracos.
Carro hiper mega turbo,
Aceleração espacial!
Obstáculos possíveis,
Senão, destruídos,
Raio desmaterializador.
Curvas feitas, pneus cantando,
Coração diminuto, sempre acelerando...
Corpo crescendo,
Amadurecendo sem saber,
Pequena grandiosa imaginação.
Passa a olhar o mundo,
De diferente forma.
Mundos pequenos,
Grandiosos assim,
Imaginação sem fim.
O céu olhado,
Foi notada sua magnitude.
Foi-se a inocência,
Descoberto o infinito,
Seu mundo era pequeno demais.
Coisas que olhos vêem,
Mas as mãos não alcançam.
Estrelas, Lua, Sol,
Mundo estranho,
Impossíveis agora.
Há coisas, não pelo corpo,
Mas pelo espírito.
Vai-se a infância,
Um choque na alma,
Um novo mundo há de nascer.
Escrita em 20/06/2009 - Curitiba - PR
Autor: Daniel Simões de Carvalho